sábado, 2 de março de 2013
Significado de Resposta
Ato ou efeito de responder.
Classe gramatical de resposta: Substantivo feminino
Me (re)conhece?
Se me viu fazer as coisas das quais eu mais gosto, me
conhece.
Se viu todos os meus tipos de sorrisos, do mais escancarado
ao mais tímido, me conhece
Se me viu fazer caretas, acordar de mau (bom) humor, rir com
as irmãs, beijar a testa dos pais ou reclamar com o dog como uma felícia, me
conhece.
Se um dia eu cozinhei para você, se descobriu meu tempero,
se cantei perto e desafinada, me conhece.
Se me viu confusa como qualquer mortal, porém sempre
questionadora, se me ouviu falar de arte, se me ouviu destrinchar a nossa
política e falar de ideais sociais, sim, me conhece.
Das loucuras filosóficas às mais simplórias, sim, você me
conhece.
Sem desprezar os momentos em que eu te envergonhei, irritei,
ou magoei por amar, querer proteger, ou achar que sabia demais em um momento
descuidado da vida.
Viver é mais erro que acerto. Negar é também afirmar pela
incerteza. Recuso-me então a dizer o que te faz equilibrar, te faz organizar ou
fará feliz uma vez que também eu posso não saber quem de fato ainda é você.
sexta-feira, 1 de março de 2013
Bang Contemporâneo
O Bang Contemporâneo é um blog de atualidades que trará textos, fotografias, vídeos, ilustrações, músicas, poemas, opiniões e algumas outras formas de expressões como relatos do nosso tempo.
Contadores de histórias, relatores da contemporaneidade, vistos de dentro, movimentando discussões e expondo olhares críticos dentro de suas experiências e estudos.
Da produção Cultural às manifestações políticas, sociais e econômicas, antropológicas, e filosóficas. O Bang Contemporâneo é apenas a expressão do entendimento pela análise das "coisas".
Como colaboradores: Artistas, Professores (Mestres), Psicólogos, Produtores Culturais, Filósofos/ Estudiosos, Designers, Fotógrafos, Músicos... Com abertura para participantes e curiosos com seus olhares pertinentes e reflexivos. É só chegar!
Avante. Bang Contemporâneo!
domingo, 12 de agosto de 2012
Poesia não tem nome
Enquanto
pedra
Enquanto
pedra que brota flor
De
candura inigualável e rigidez necessária
Se
posta como rocha
Seu
despetalar proposital e escolhido
E gosto,
gosto quem derrama a própria conduta se desfazendo a rigidez proposital de defesa
de sua opinião e jeito intangível de ser para que por fim a mão se abra e ao
outro se assista. O que parece ou quem parece frio no ato de ser plenamente a si,
guarda calor, fogo, guarda o que de melhor se possa esconder para que, por fim,
possa-se ofertar.
Encanta-me
que faz dos próprios auriculares um portal do conhecimento e que em uma ocasião
oportuna profere as palavras especifica e detalhadamente escolhidas como setas
indo para o alvo correspondente. Qualidade de poucos, poesia para muitos!
Pequena
morena, sensualmente forte e também frágil (aparentemente).
Matem
a irmandade generosamente por saber, não que precisa, mas que, precisamos de
seu encantamento profundo e tórrido.
Orgulho-me
de sua sapiência ainda que recém estrelado e não menos valoroso que o mais
veterano dos saberes.
Orgulho-me
do seu dedilhar nas boas canções solares, nas morenices encantadoras de ser um
sol, nas jogadas d’água como quem lava’lma, lava-se por inteiro...
Não
por ser portadora de sujeira crônica de si, e sim por intolerância de micro
impetidores da fluidez da vida.
A quem
nunca sai de mim por ser parte, por ser franco, por ser tão, e de tão ser se
faz mais, melhor, se é...
Meu
pequeno sol
Meu
pequeno grão
Meu
grandioso Mar de boas possibilidades.
À J.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
IGUALITÁRIOS
Somos simples como um abrir de olhos e tão complexos quanto o mecanismo que proporciona todo esse movimento.
O mini documentário é o início de uma longa expedição que resultará em um documentário de reforço e complemento de um trabalho que, ainda está em processo de maturação. A intenção é de mostrar sobre o olhar de cada um, sem determinações físicas, psíquicas, sociais, religiosas, econômicas, gêneros ou qualquer aspecto determinantemente excludente dos diversos aspectos que reforçam nossas igualdades.
Colher esse material é mais que mostrar as falas de pessoas diferentes, é atestar por essas mesmas diferenças a igualdade entre todas elas, entre todos nós e em cada experiência de vida, cada história e ponto de vista uma nova prova de como nos identificamos com as pessoas e nos repelimos em situações ou gestos e por isso mesmo a comprovação de uma igualdade inerente a todo ser humano. Nossas ações pepetitivas.
Para cada depoimento, cada história, um novo igualitário. Uma peça individualmente construída com destaque para a forma como cada uma surge e se mantém em suas formas iguais nos formatos amplos e específicos no formato particular.
QUER SBER MAIS? AQUI!
*
Releitura...
Escrever sempre foi para mim como
uma forma de aprisionar meus pensamentos, idéias, sonhos e isso sempre me
causou medo. Medo de reler e ver que tudo muda, e que, nada é como o que pensávamos
como o que eu pensava...
“Crescer dói.” Essa é uma frase
que complementa esse medo, o medo que não era de ler e sim de reler, sem
perceber que reler também é reescrever, é uma nova oportunidade de rever tudo por
outro ângulo e com outra mentalidade. Ainda que tenha sido bom, ou mesmo que
tenha sido ruim, ainda que crescer doa, ou que seja proveitoso em suas instâncias.
Relendo, Revendo, Reescrevendo...
♥
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Como se dedilhasse um coração
De fato me arrebata
Não me nega, afirma
Nem empata, ou impede
E rompe com tamanha rasura um fio extenso de imensa
aglomeração de bem
De bom, de bem e bom
Demasiadamente simplório
Freneticamente borbulhante
Genericamente original de si mesmo, porém, não inédito
Vívido, ávido, impávido
Retrospectivo sem guardar rancor
Nos cantos se nutre, os agarra e puxa mudando a geometria
Alarga, arredonda, transforma
Dedilhador de corações, renomeador de situações
De fato arrebatador
De fato arredondado pela generosidade
Encantador nos detalhes
Suave de obsceno grotesco
Sensualmente, entregue
Conversor de mim
Conversor de tudo em si
Amor d’eu
Incólume.
À Rodrigo Azevedo
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