terça-feira, 12 de outubro de 2010

Leal Cidade de Santo Amaro X Santo Amaro da Purificação

Img. Saída de Salvador rumo à Santo Amaro

Leal Cidade de Santo Amaro, conhecida hoje como Santo Amaro da Purificação, transformou-se oficialmente em cidade em 1837. Mas, no século XVI, mais precisamente em 1557 os primeiros habitantes se estabeleceram no local, vindos das margens do rio Traripe, onde viveram os primeiros colonizadores, que por conta de um incidente trágico que causou a morte de um jesuíta se mudaram para o local que era o mais próximo deles.
A região foi importante produtora de fumo, mandioca, cana-de-açúcar, com casas de farinha e beneficiamentos de fumo.


Img. Tradicional Igreja de Nossa Senhora da Purificação.
 Img. (outra igreja)

 Img. Prefeitura de Santo Amaro.

Img. Museu de Santo Amaro. (ou deveria ser um)

Img. Sede da Polícia Militar da Bahia em Santo Amaro.

De certo  Cidade de Santo Amaro se encontra em estado de decadência, pela má conservação de sua arquitetura, e infra-estrutura de toda a cidade. Não existe um sistema adequado para se receber visitantes de fora, o que certamente contribuiria para uma melhor manutenção pela arrecadação de verba e investimento na conservação de Santo Amaro como acontece em outras cidades da Bahia.

Img. Casa de Dona Canô (mãe dos cantores Caetano Veloso e Maria Betânia).

Dona Canô que é muito respeitada na cidade e recebe o reconhecimento por ser mãe de Caetano Veloso e Maria Betânia, os filhos ilustres da cidade (como são chamados) e mora até os dias atuais em sua simples casa no centro da cidade. Caetano e Betânia lutam pela revitalização da cidade de Santo Amaro e incentivam a conservação da mesma com projetos e ações que esporadicamente a beneficiam.
 Img. Trilhos do Trem que passa pela Cidade de Santo Amaro.
Avistar o Trem de Santo Amaro é quase ganhar um prêmio, já que ele passa em dia e horário desconhecido e quem faz a feira que acontecem nos dias de segundas feiras pode ter suas compras interrompidas pelo som do trem chegando, deixando a paisagem ainda mais bucólica em uma rápida passagem.

 Img. Localidade na Cidade de Santo Amaro da purificação.




Na volta à Salvador paisagem local e o pôr do sol para se despedir de Santo Amaro da Purificação.


Relação Pessoal  com a Cidade


Laurentino Alves de Jesus, esse era o nome de meu avô, influente na Cidade de Santo Amaro, foi por 42 anos gerente da Usina Itapetingui uma das principais e maiores usinas de cana-de-açúcar da Bahia. Também comerciante e industrial local, não tinha vocação para política, mas foi um exímio proliferador de sua espécie. Acredito ter inúmeros parentes na cidade, oh!

Lembranças de ainda pequena de um galpão ainda existente, que é uma das poucas propriedades que ainda sobrevivem. Meu avô e seus incontáveis caixotes de madeira com uma fortuna acumulada durante toda a sua vida e desvalorizados por não ter sido atualizada em “moeda válida”, virando então, peças para colecionadores (minha família ainda guarda algumas delas). 
Meu avô morreu de causa natural em Salvador deixando uma vasta prole e muitas histórias intrigantes e engraçadas da Cidade de Santo Amaro.


quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Onde Andará Petrucio Felker?

Com Paulo Cesar Pereio, Paulo Betti, Regina Casé

Acha que todo artista plástico contemporâneo é picareta? Que é isso... Então você não conhece a obra de Petrúcio Felker!! Ouça a opinião de Paulo César Pereio! 
Animação | De Allan Sieber | 2001 | 12 min


Rildo Moreira de Oliveira - Foge*

Rildo Moreira de Oliveira, pintor, desenhista , artista visual dos mais apurados em técnica de lápis sobre papel. Natural de Ilhéus - BA. Começa a desenvolver os seus trabalhos aos 11 anos de idade e logo o seu don se tornou aparente passando posteriormente para a pintura à óleo e com muita habilidade, desenvolveu o Graffite. Na mistura  das técnicas passa  para a aerografia desenvolvendo seus trabalhos em técnicas próprias.

Foge, como é chamado no meio dos “artistas de rua” (graffiteiros) é de origem humilde sai do sul da Bahia aos 17 ano para ir à São Paulo onde morou sozinho por um ano e trabalhou com seu pai que é mestre de obras. Aos 20 se insere na produção dos graffites nas vivencias de rua provenientes de todo e qualquer jovem e sem nunca ter tido professor ou mestre continua desenvolvendo seus trabalhos e pesquisas, ganhando assim dois troféus sendo que um deles foi o Troféu Jupará pelo reconhecimento artístico da Região de Grapiuna.


Img. Entrega de Prêmio Troféu Jupará. 
Com uma variedade de artistas que são os chamados contemporâneos Rildo Moreira de Oliveira, Foge, não se encaixa a essa nomenclatura apenas. Pois, seus trabalhos nos fazem viajar no tempo onde as obras tinham mais apuro técnico sem relegar o sentido da obra. Objetividade e subjetividade se misturam quando ele retrata rostos expressivos e cheios de sentimentos entrelaçados ao realismo clássico. Trabalhos esses que valem a pena serem vistos e analisado como modelo de dedicação autodidata com técnica tidas como acadêmicas com fidelidade à arte e sentimento pela mesma.







Durante a entrevista uma pergunta é feita a Foge.
- O que é arte e o significado dela para você?
E em sua resposta despretenciosa, uma identificação certamente inerente a todos nós artistas ele diz:
- Você pode até não acreditar, mas arte para mim é tudo. E nas coisas mais simples eu a enxergo, treino o meu olhar para uma simples foto ou uma conversa normal com os amigos. 





segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Produção acadêmica

Img. apresentação de finalização de trabalhos em disciplina acadêmica

 
Img. Pé em argila, treinamento de produção de escultura. 

 Img. Produção pictórica em evento.


 Img. Busto de Salvador Dalí em argila.

Img. Arte Digital. 
 
Img. Pintura têmpera óleo sobre papel, técnica mista.

Img. Pintura em têmpera ovo sobre papel.


 Img. As boas aulas de História da Arte Brasileira. (Prof. Neila Maciel)
Img. Fotografia. (experimentações não acadêmicas)

 Img. Fotografia (experimentações não acadêmicas).

Img. Composição de cenário e ambientação para fotografia com tema sugerido.

Img. Exercícios de Anatomia Artística, 2010.  Crânio e caixa torácica frontal e perfil (lápis sobre papel A3).


Img. A parte boêmia pós produção. 

 Produção de vídeo com fotografias.

O que é um Artista?......estudante de artes*

As pessoas quando pensam em ARTISTA tem dois tipos de pensamentos. Um desses pensamentos é de que o artista é uma espécie de deus e que possuem habilidade extraordinariamente excepcional e percepções extremamente delicadas à frente do tempo em que vive. E o outro é de que o artista é um completo vagabundo, preguiçoso que passa e dedica todo o seu tempo a “pintar” coisas das quais qualquer um teria habilidade para fazer.
Bom, o que é verdade nisso tudo?!
O perfil do artista especificamente o artista plástico se traduz em uma gama de palavras, que vai de boêmio até profissional. Habilidade com o pincel é sim para poucos e não se limita apenas em pintar uma linha ou duas de cores vibrantes tentando causar uma determinada sensação, a dominação de técnicas de cores, do preparo de pigmentos com os aglutinantes adequados e o pensamento na duração da obra (se a obra for efêmera ou não), o tipo sim de emoção a ser causada com a impressão visual a ser produzida pensando sempre no expectador, em como ele reagirá e o que isso poderá causar na vida de cada um são provenientes também da vida do artista.
Ao desenhar por exemplo um corpo humano um artista tem que dominar desde a parte estética (como representar - a pose) até a anatomia (proporção e quebra de proporção dessa representação) e isso não basta, pois, o movimento de cada pincelada, posicionamento da luz e aplicação de técnicas, tudo isso e mais uma variedade de conhecimento que são e devem ser utilizados na produção de uma obra e associando ao sentido do artista, à sua essência e sensibilidade. E que é preciso de dedicação e disciplina, além de tantas outras técnicas e conhecimentos em como pintura, instalação, fotografia, desenho, composição, performance, conhecimento em história da arte, em cultura geral e específica, designe, geometria perspectiva e tantas outros.
Sim, os artistas são mais extrovertidos em momentos, internalizados em tantos outros e demasiadamente boêmios (pelo menos a maioria), na verdade EXCÊNTRICOS, mas dedicados e responsáveis quanto ao que produzem por uma tradução de sentidos amplamente decodificados em produção artística. Nada de deuses, muito menos diabos, apenas pessoas comuns com habilidade incomuns.
Na academia de artes por exemplo têm-se uma rotina com três a quatro aulas por dia sendo que o tempo mínimo de cada uma delas é de 3 à 5 para cada disciplina. Esculpir e pintar de pé durante horas, dedicar-se a perceber a obra, caminhar até as outras disciplinas onde uma termina exatamente quando a outra começa, correr, correr, carregar matérias (para lá e para cá), estudar teoria, aplicar práticas e aprimorá-las.
Áh! E ainda se encontra tempo para visitação de exposições, cursos fora do habitual acadêmico e os degustação de vinhos nas oras de reuniões informais, mas observe que a vida profissional ainda está por vir.
O que somos então?

sábado, 25 de setembro de 2010

De releituras Pictóricas modernistas ao Humor musicado*

Dança ........... e a Atualidde*

A contemporaneidade na dança se entrelaça com movimentos de rigorosa expressividade e suaves precisões carregadas de autonomia pensante em suas performances. O tradicionalismo ainda conservado em alguns espetáculos continuam como forma principal da dança, mas cada vez mais se vê o reflexo das atividades humanas causando burburinhos que se misturam ao sentidos suavizados pelas apuradas técnicas cênicas dos artistas.