sexta-feira, 12 de abril de 2013

EXORCISA/PASSADO/EXORCISA/PRESENTE - DITA-DURA











(Caetano Veloso)

"Não tenho nada com isso, nem vem falar
Eu não consigo entender sua lógica
Minha palavra cantada pode espantar
E a seus ouvidos parece ser exótica

Mas acontece que não posso me deixar
Levar por um papo que já não deu, não deu
Acho que nada restou pra guardar ou lembrar
Do muito ou pouco que houve entre você e eu

Nenhuma força virá me fazer calar
Faço no tempo soar minha sílaba
Canto somente o que pede pra se cantar
Sou o que soa, eu não doura pílula

Tudo o que eu quero é um acorde perfeito maior
Com todo mundo podendo brilhar num cântico
Canto somente o que não pode mais se calar
Em outras palavras, sou muito romântico

Canto somente o que não pode mais se calar
Em outras palavras, sou muito romântico

Nenhuma força virá me fazer calar
Faço no tempo soar minha sílaba
Canto somente o que pede pra se cantar
Sou o que soa eu não doura pílula

Tudo o que eu quero é um acorde perfeito maior
Com todo mundo podendo brilhar num cântico
Canto somente o que não pode mais se calar
Em outras palavras, sou muito romântico

Canto somente o que não pode mais se calar
Em outras palavras, sou muito romântico..."





Só pensando...


Nem sempre uma imagem precisa ser tão objetiva pra dizer o que representa.
 

Vejo comentários de amigas, de amigos, das irmãs, percebo as atitudes das pessoas, a forma como elas agem, a forma como elas acham que devem agir ou como se perguntam, perdidas, como ser em relação ao outro.

Sempre que vejo ou noto essas questões me pergunto como seria se na prática se as pessoas agissem como elas gostariam que os outros agissem com elas, acho que, nos magoaríamos menos, que nos proporcionaríamos menos decepções. E decepções também seriam em menor número se não esperássemos nada em troca do que déssemos a ninguém.

O não dar o que não se deseja refere-se ao nosso caráter e índole. O não praticar o que não nos faria bem com o outro é ponto de partida para sabermos a medida do que poderíamos praticar de errado em relação a outra pessoa e possivelmente a nós mesmos

O não esperar nada em troca é a prática do desapego sem desapegar, do egocentrismo sem cobrar, por achar que as pessoas lhe devem algo, e a medida entre o bom orgulho de saber ser livre de amarras que possam prender as pessoas por uma obrigação de companheirismo de qualquer natureza. O que tiver que ser, será por ímã, por mútua atração e vontade.

Dentre todas essas conjecturas, o que para mim se revela são duas palavras que, independentes da época da vida, ou do período da história da humanidade, teremos como tarefa o equilíbrio desses dois sentimentos: o ORGULHO e o EGOÍSMO!!!

Pensar em como a pessoa se sente quando agimos de uma determinada forma, ou com as nossas atitudes, e ainda, com a falta delas (as nossas atitudes), isso já deixaria as coisas mais suaves no convívio do homem com o homem, da mulher com a mulher, ou na mistura de todos os gêneros, gostos, orientações ou opções em todas as situações diversas da vida.

TOLERÂNCIA, ainda que respeite seu próprio “tempo”, não se pode esquecer do “tempo” alheio!

 

_Uni/Dades__


Mês passado eu terminei uma escultura, mais uma das Unidades, e alguns comentários foram feitos, bem como indagações a respeito da estética e da representação ou representações desses trabalhos que ainda estão em desenvolvimento plástico. Eu resolvi explicar (mesmo não gostando muito de aparecer em vídeo com minha timidez aparente), mas o que me moveu realmente a comentar meus trabalhos foi a forma como as pessoas sentiram e sentem essa produção e de uma forma que me deixa feliz e com mais responsabilidade de apuração nessa técnica que, vem sendo aprimorada a cada peça feita.

No vídeo eu falei da troca humanizada e orgânica com a parte ainda mais robotizada pela dureza da secagem do biscuit depois. Bom, a intenção era de informar como as peças tem todas essas características estéticas e como o biscuit possibilita passear pelo programado (endurecido), o humanizado e orgânico.

Gente, ainda são estudos, eu não tenho essas peças como prontas, como acabadas, mas gosto do rumo que elas vem tomando. Sempre com vontade de aprimoramento, de aprendizado e de mostrar através do meu olhar como eu nos vejo. 

E como eu digo: Somos muitos em um só, todos com nossas peculiaridades, porém, iguais. Unidades de muitos!


Sou engraçada em vídeos (ha!), mas prometo fazer mais com os processos dos trabalhos. É só um "videozin"!!!!




PS(zinho).: Quem vê até parece que sou muito séria assim/ Só nas horas das responsabilidades, as Unidades pra mim significam processos, fico séria mesmo! :P


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Arquitetura da Destruição - Artista Frustrado é um perigo!



Em meio aos trabalhos e leituras aqui, lembrei de um documentário histórico e que faz lembrar as aulas de Estética e Teoria da Pintura da Academia de Artes, "Arquitetura da Destruição", me faz lembrar também que personalidades frustradas quando ruins, são um perigo (se forem dotadas inteligência incomum, mais ainda). São quase duas horas de filme que mostram como Hitler se utilizou das artes para construir seu Império da Morte, pesado e intenso,  cruel, mas creio que seja construtivo no sentido do conhecimento histórico.

Frustrado por não ser um exímio artista, amante das artes, Adolf Hitler eliminou o que lhe foi conveniente e manteve o que julgava ser bom. Mandou que tantas outras "obras" fossem criadas e em meio a tudo isso, o seu massacre seguia.

 
*A legenda fica do lado esquerdo abaixo, na barra da tela do filme. Bom Doc.!!!




 
 
"Undergångens arkitektur (Arquitetura da Destruição) é um documentário produzido e dirigido pelo cineasta sueco Peter Cohen, que trata do uso da arte e da estética pela Alemanha nazista. Foi lançado originalmente na Suécia em 1989."
 
"A narrativa do documentário é feita por vezes de modo irônico, tratando Adolf Hitler como uma pessoa frustrada, 'limitada intelectualmente' e cujos projetos por vezes eram por vezes de "resultados amadorísticos". Logo no início Peter Cohen apresenta Hitler como um arquiteto e pintor frustrado por sua não-admissão na Academia de Artes de Viena, criando uma subseqüente obsessão pela Antiguidade Clássica, Richard Wagner e Linz, sua cidade natal."



DO POSITIVO





O conto do objetivo
Do positivo
Do vá em frente
Representa a si
Por singularidade
E ainda que contraditório
É sempre
Afirmativo
Positivo
Quase operante
Ainda que
Café com pão
Ou pão com ovo
Há de se degustar
Positivo
Quase operante
Por que amanhã
Pode ser
Ovo com pão
 

 

BEM VINDO!

À tua volta
Dando três passos para trás, descobriu que havia um rumo diferente do habitual. Recusou involuntariamente como quem atraído por um ímã o caminho convencional que, exigia apuro, lida, e sapiência para ser seguido. Não era culpa sua!
Sete dias de longa caminhada, mesmo  se beneficiando do conforto no caminho paralelo, percebe que, o caminho alternativo  era quimera. Teve então que retornar, e retornando ao velho caminho, ainda que, em meio a todos os enfrentamentos, estava vivo. Podia apalpar, cheirar, mascar, sentir e até expelir.
Caminhos reversos podem ser apenas um atalho para se voltar ao caminho que sempre foi seguido, não que, não haja alternativas, mas o sabor das frutíferas, não é o mesmo.
 
BEM VINDO!


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Testes de modelagem UNIDADES 3D

Traduzir desenhos em escultura não é tarefa tão fácil assim, até mesmo para quem tem muita habilidade com as diversas técnicas escultóricas. Confesso que desenhar para mim é algo feito de maneira desregrada, sem medidas exatas, quebrada nas formas, pois, eu não sei aprisionar uma forma realista e tive que aprender a lidar com isso.
Minhas inclinações escultóricas seguem a medida dos meus desenhos, naturalmente isso acontece com todo artista que traduz trabalhos plásticos.
Meu desrespeito acaba onde meu desejo de expressão começa. Nunca sabemos ao certo no que resultará, projetos nem sempre são seguidos da forma planejada, e muitas vezes o sentimento do momento molda as peças. Afirmo que as UNIDADES são testes, são preparatórias plásticas e estudos de materiais para desenvolvimento de trabalhos futuros.
Eu não tenho presa, muito menos, me acomodo. Respeito a minha necessidade de produção bem como a total ausência dela. Sou crítica em demasia para com a minha produção e o que ela trás consigo de mensagem, mas, confesso que ainda que, ela venha pautada em estudos, às vezes nem eu mesma entendo as formas que produzo (por mais que saiba explica-las).
Está aí, mais um ESTUDO em projeção de desenho para modelagem em 3D.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 

 
 
 
 
 
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